(foto: Divulgação)
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Uma operação realizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) em parceria com a Polícia Civil já apreendeu 50m³ de produto florestal no município de Tailândia, no nordeste paraense. A ação visa combater atividades de degradação ambiental na região. A carga ilegal estava sendo transportada em um caminhão. Entre as espécies apreendidas estão angelim, maçaranduba e madeira branca cupiúba, todas de alto valor comercial. O motorista e o dono do produto foram presos.

“Serão autuados em flagrante e irão responder pelos crimes de transporte ilegal de madeira e uso de documento falso”, explica o delegado Aurélio Paiva, titular da Delegacia de Ordem Administrativa (DOA), vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), que coordenou a equipe da Polícia Civil na operação. Neste caso, não cabe fiança.

Agora, a Semas analisa a documentação fraudulenta que acompanhava a madeira e lavra os respectivos autos de infração.

De acordo com o diretor de Fiscalização Ambiental da Semas, Jorge Antônio Dias, a irregularidade foi constatada pelo transporte de madeiras nativas, com notas “frias” de reflorestamento. As notas fiscais não corresponderam aos produtos e, em alguns casos, são expedidas por empresas inexistentes ou por pessoas que se apropriam de notas fiscais em branco, pertencentes a firmas com atividades encerradas ou inativas.

O reflorestamento é uma ação ambiental que visa recuperar áreas que tiveram a vegetação removida. A Semas ressalta que realizará uma força tarefa para análise de notas fiscais relacionadas especificamente ao reflorestamento e, caso sejam detectados novos ilícitos ambientais, outras operações serão realizadas.

A madeira apreendida aguardará destinação legal, normalmente voltada a ações sociais. Os acusados ficarão na condição de presos de Justiça. Eles foram conduzidos para a sede da Dioe, em Belém, onde estão sendo feitos os procedimentos policiais.

Desmatamento

De acordo com os últimos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), somente no território paraense da Floresta Amazônica o desmatamento foi diminuído em 19%, o equivalente a 579 quilômetros quadrados. Entre 1º de agosto de 2016 e 31 de julho de 2017, foram 2.413 km² de desmatamento. No mesmo período do ano anterior, o desmatamento da floresta no Pará foi de 2.992 km². Esta foi a maior redução em área desmatada, dentre os nove Estados que compõem a Amazônia Legal.

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