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O Produto Interno Bruto (PIB) do Pará, que representa a soma de todas as riquezas produzidas no Estado, teve uma retração de 0,9% no ano de 2015 em relação ao ano anterior. Em valores correntes, o PIB foi de R$ 130.883 bilhões, o que colocou o Estado em 1º do ranking do Norte e 11° do Brasil. Em 2014, foram R$ 124.585 bilhões.

Em compensação, o PIB per capita, calculado com o valor do PIB pelo número de habitantes do Estado naquele ano (8.175.113 pessoas), e que serve para avaliar a qualidade de vida dos cidadãos, é um dos mais baixos do Brasil: R$ 16.009,98. O valor é o 22º no ranking nacional, atrás apenas dos valores alcançados no Maranhão (R$ 11.366,23), Piauí (R$ 12.218,51), Alagoas (R$ 13.877,53), Paraíba (R$ 14.133,32) e Ceará (R$ 14.669,14).

Para efeito de comparação, o maior PIB individual do País foi verificado no Distrito Federal (DF), no valor de R$ 73.971,05 – cerca de cinco vezes mais que o valor por cabeça no Pará. O contraponto entre os resultados do PIB e do PIB per capta no Pará confirmam que as fortunas produzidas pelo Estado não conseguem refletir em uma melhor condição de vida para os seus habitantes. Os números e a análise foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através dos dados das Contas Regionais que avaliou o PIB das Unidades da Federação (UF) durante 2002 e 2015.

De acordo com o IBGE, neste ano, desde que se iniciou o levantamento da série histórica, em 2002, foi a primeira fez que foi registrada uma queda do PIB de todos os Estados do País e no DF na comparação com o ano anterior. O próprio índice nacional caiu 3,5% – PIB de 5,95 trilhões e PIB por cabeça de R$ 29.326,33. O Mato Grosso do Sul foi a UF que teve a menor redução, com -0,3%, seguido por Roraima (-0,3%), Tocantins (-0,4%), Pará e Distrito Federal (-1,0%). Por outro lado, Amapá (-5,5%), Amazonas (-5,4%), Rio Grande do Sul (-4,6%), Minas Gerais (-4,3%) e Goiás (-4,3%) tiveram as quedas mais acentuadas.

A pesquisa ainda aponta que os cinco estados com maior participação no PIB do País em 2015 – São Paulo (32,4%), Rio de Janeiro (11,0%), Minas Gerais (8,7%), Rio Grande do Sul (6,4%) e Paraná (6,3%) – concentravam 64,7% da economia brasileira, 0,2 ponto percentual (p.p.) menos que em 2014. Essa redução deveu-se sobretudo a Rio de Janeiro e Minas Gerais, que registraram queda neste aspecto.

As outras 22 unidades da federação, que representavam 31,9% do PIB nacional em 2002, passaram a somar 35,3% em 2015. Ainda que tenham mantido o patamar de 2014, com 4,2% e 1,8%, respectivamente, Santa Catarina e Mato Grosso foram os que mais aumentaram suas participações ao longo da série, com 0,5 p.p. cada um. No geral, o Paraná foi o estado que ganhou mais participação entre 2014 e 2015, com 0,3 p.p., seguido por Bahia, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul, com 0,2 p.p. cada um. Neste ano, a unidade da federação que mais perdeu neste aspecto foi o Rio de Janeiro, com -0,6 p.p..

O Pará, especificamente, manteve nos dois últimos anos do levantamento a mesma taxa de participação na economia brasileira: 2,2%. No entanto, a posição do Estado no ranking nacional oscilou do 13º lugar em 2014 para o 11º em 2015 – melhor colocação desde o início da série histórica. No inicio do estudo, em 2002, a participação paraense era de 1,8%, apenas a 15ª no cenário nacional.

Em relação ao PIB per capita, o Pará aumentou o valor médio por habitante em quatro vezes ao longo desses 13 anos. Em 2002, o PIB per capita no Estado era de R$ 4.043,64. Na mesma proporção de acréscimo, também surgem Rondônia e Ceará. Já o Piauí foi o estado em que o valor do PIB per capita mais cresceu dentre todos as unidades da federação, aumentando cerca de 5 vezes entre 2002 e 2015 (R$ 2.440,70 para R$ 12.218,51). O Tocantins e o Maranhão também se destacaram neste quesito, crescendo cerca de 4,4 e 4,2 vezes, respectivamente.

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