É preciso que se faça um bom planejamento para o empreendimento dar certo (Foto: ThinkStock)
[caption id="attachment_23040" align="aligncenter" width="620"]É preciso que se faça um bom planejamento para o empreendimento dar certo  (Foto: ThinkStock) É preciso que se faça um bom planejamento para o empreendimento dar certo (Foto: ThinkStock)[/caption]

Em 2014, a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) apontou o Brasil como país mais empreendedor do mundo. Além disso, a GEM mostrou que três em cada dez brasileiros com idade entre 18 e 64 anos possuem uma empresa ou estão envolvidos na criação de um negócio próprio.

Com esse desejo cada vez maior de montar o próprio negócio, é sempre bom tomar cuidado com alguns deslizes comuns, frutos do impulso de quem está começando. A coordenadora do centro de Empreendedorismo da FAAP, Alessandra Andrade, e o professor de Empreendedorismo da pós-graudação do Insper, David Kállas, apontaram os principais erros cometidos por novos empreendedores e ensinam como evitá-los:

1. Planejamento

É preciso fazer um estudo do mercado, estabelecer qual será o diferencial do empreendimento para que ele tenha sucesso e traçar de forma clara as metas e objetivos. “A falta de planejamento traz muitos riscos para os negócios”, afirma Alessandra.

É necessário pensar em um modelo de negócios para não cair em roubadas ou começar um negócio fadado ao fracasso. Para Kállas, um exemplo clássico deste tipo de erro é a febre das lojas de frozen yogurt e paleterias. “Alguém diz que esse tipo de produto vai fazer sucesso no Brasil e, quando você vê, tem uma loja do mesmo tipo em cada esquina”, afirma.

2. Técnica x gestão

Gostar de fazer bolos não significa vocação para abrir um negócio que venda esse tipo guloseima.

É muito comum que as pessoas confundam a técnica com a gestão, mas ter uma empresa é bem mais complexo do que assar um bolo. Kállas ainda alerta sobre algumas falsas ideias que acompanham a vontade de empreender: “Um grande erro é achar que o trabalho vai ser menor por não ter chefe. O empreendedor trabalha mais, não tem férias nem 13º salário e é necessário se planejar para tudo isso.”

3. Público-alvo

Parece que não, mas Alessandra afirma que o público-alvo, grande responsável pelo lucro de um negócio, é muitas vezes esquecido pelos novos empreendedores. “É sempre importante lembrar que nem todo mundo gosta das mesmas coisas. Uma pessoa que é da classe B pode ser bem diferente de uma das classes C e D, mas estas também são consumidoras em potencial e devem ser consideradas”, explica.

4. Capital de giro

Alessandra afirma que existe uma folga de seis meses para o empreendimento se pagar e começar a gerar lucro. O grande problema é que muitas pessoas nem pensam nesse capital de giro e acabam investindo tudo o que possuem nesse novo negócio, achando que logo vão começar a faturar. Portanto, o empreendedor deve estar ciente desse fator e se planejar para não criar dívidas e até falir.

5. “Custo Brasil”

O termo usado por Alessandra diz respeito aos diversos impostos e à burocracia do Brasil, que muitas vezes são esquecidos. Dentre as taxas que devem ser pagas quando se tem o próprio negócio, estão a COFINS, a CSLL, o IRPJ, o INSS e o PIS. Não comece seu negócio de maneira informal para depois regularizar. É sempre bom considerar o pagamento de taxas e impostos já na hora de montar o seu plano de negócios.

 

 


Via PEGN

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